quinta-feira, 14 de maio de 2009

Eu não quero mais amar, porquê...


... os dias se arrastam sem a tua presença...

... ninguém me completará como voce o fez...

... me torturo com sua ausência...

... o mundo não tem mais aquela tez...

... não calor que me aqueça como o seu abraço...

... nem beijo que me dê o tamanho desejo...

... meu coração hoje é puro aço...

... e não há outra que mais almejo...

... o ar fica cada segundo mais pesado de respirar...

... nenhuma comida ou bebida tem mais sabor...

... minha alma não agüenta mais chorar...

... meu coração não suporta mais sofrer de amor...

... hoje, minha melhor amiga é a solidão...

... a lua vez ou outra vem me ver...

... a sete chaves tranquei meu sofrido coração...

... e não mais tenho felicidade no me viver...

Gabriel Martins

{Viver do passado não nos permite viver o presente e sonhar com o futuro... mas quando o passado ainda esta impregnado em nossa alma... é dificil pensar no presente ou desejar qualquer outro futuro... mas é necessário...}

Eu Amo Voce, PorquÊ...

... esqueço de mim quando estou com voce... e nada mais importa no mundo...

... penso em voce a cada segundo do meu dia... e conto os segundos para te ver...

... e sonho todas as noites com voce... nos momentos de felicidade e amor...

... entrego-lhe meu coração embrulhado de presente... e não me importo com o que faça com ele...

... sinto-me completo ao seu lado... como se eu fosse incompleto antes de voce entrar em minha vida...

... acredito em contos de fada ao seu lado... como a historia da bela que se apaixonou pela fera...

... eu sou outra pessoa ao seu lado... não amo só voce... mas quem me torno estando com voce...

... cada célula do meu corpo clama pelo seu... por seus afagos... carinhos... perfumes... beijos... jeitos de amar...

... o mundo é colorido ao seu lado... tudo tem vida... tudo é música... tudo é lindo...

... me cego para qualquer outra mulher... porque para mim voce é linda... é maravilhosa... linda... perfeita...

... o seu beijo é o único que desejo ter o resto de minha vida... e outra boca eu não quero nem desejo ter... so a sua...

... para mim cada detalhe do seu corpo faz eu me perder em prazeres... num misto de virtude e pecado... amor e libido... prazer carnal e metafísico...

... cada vez que vejo o seu sorriso... sinto minha alma se irradiar de felicidade...

... cada vez que vejo uma lagrima tua... dilacera-me o coração não poder ajuda-la...

... quando não estou com voce... sinto sua presença em meu coração...

... acredito no destino e acredito que ele me trouxe voce para que eu saiba o que é a felicidade e aprenda o que significa amar...

... foi aprendendo a amar voce... que realmente acreditei que existe Deus... e Ele se manifestou de verdade... abençoando nossa união...

Gabriel Martins

{Para alguém que é muito especial para mim... mas como somos peões no jogo do destino, este não quis abençoar nossa eterna união... ainda sim... foi um dos melhores capítulos de minha vida...}

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Lágrimas



Lágrimas de minh’alma brotam...

Rolam...

Queimam...

A alma enferma está debilitada...

Torturada...

Dilacerada...

O triste coração esta perdido...

Partido...

Sentido...

Os olhos inchados ficaram...

Choraram...

Choraram...

Tremulas mãos ao peito aperta...

Alerta...

Desperta...

Mãos unidas numa oração...

De coração...

Por perdão...

Mas no fim, ninguém aparece...

Esquece...

Desaparece...

Aos poucos a esperança deixa de existir...

Sem sentir...

Vai partir...

Sozinho, no mundo caminhará...

A amar voltará?

Quererá?

Gabriel Martins


sábado, 9 de maio de 2009

O Sol e a Lua


Solitário o poeta observa a Lua...

Teu brilho e tua majestade...

Seu mistério...

Em sua límpida face perolada...

Vê o vulto do sorriso da amada...

E sonha...

Como o Sol e a Lua...

Amantes que se amam e não podem se ter...

Se vê como o Sol...

Iluminando... Dando esperança... Fé... Calor...

Mas inconsolável...

Pois seu Amor não pode ter...

Não pode tocá-la...

Nem de perto olha-la...

Tampouco toma-la em seus braços...

E com ela viver...

Dia após dia ele sozinho chora...

E ao cair da noite...

Antes do crepúsculo total...

Choram Sol e Lua ao se verem...

Lágrimas lavam suas almas...

E sozinha, agora a Lua chora...

Envolta em suas brumas frias...

Como penitência...

Brilha o mais forte que pode

Para ao Sol se fazer ver...

E aos amantes admiradores teus inspira...

As criaturas noturnas a ti veneram...

Mas em seu ser tudo que sentes é dor...

Por não poder viver o seu amor...

Quando desponta no horizonte a chegada da Aurora...

Em sua perolada face volta o sorriso a brilhar...

De longe vosso amado olhará...

E ele... à ela eternamente amará...

Gabriel Martins


sábado, 2 de maio de 2009

Pôr do Sol


Mirando o horizonte...
Ele vê o passado
E nele os sonhos para o futuro...
Futuro que nunca virá...
Sonhos que não se realizarão...
Sob o por do sol...
Lágrimas escorrem de sua face...
Embaçam seu olhar...
Caem em seu peito...
Entram em seu coração...
Que também chora...
Sentado ao pé do penhasco...
Ri de sua melancólica vida...
Ira-se com a ironia da vida...
Amaldiçoa a já amaldiçoada vida...
Como um andarilho...
Vaga pelas noites em busca de conforto...
Que não vem...
Ajoelha-se e ora em busca de perdão...
Que não tem...
Vislumbra os últimos raios de sol...
Que o iluminam como em uma benção...
Secando suas lágrimas...
Iluminando seu coração...
Erguendo a cabeça...
Mira o horizonte...
E numa prece silenciosa...
Roga o perdão que nunca veio...
Uma última vez...
Reza pedindo o conforto...
Que nunca teve...
E erguendo-se... deixa o passado...
E salta...

Gabriel Martins


quinta-feira, 30 de abril de 2009

Vinda de um Anjo


Ante o alta celeste

Um anjo clama por um sonho

De viver entre as almas perdidas

E a elas a felicidade levar

Lhes ensinar a amar

A sorrir, a cantar...

Prece ouvida...

Desce o anjo ao reino dos mortais

Almas perdidas

Sem salvação

Com vazio coração

Não mais ouvidas em sua oração

Eis que o anjo a tudo encontra

Dor... sofrimento... tristeza...

Amargura... desamor... horror...

Caos...

De pouco em pouco...

O ser celestial a todos conquista...

Sua melodiosa voz a sussurrar

Seus brilhantes olhos a ofuscar

Seu bom coração a purificar...

Lindo anjo..

A todos encantou...

Conquistou...

Apaixonou...



Gabriel Martins

Dentro de mim, Habita o Caos

Frente ao espelho, ele observa-se...

A imagem refletida desconhecida...

Olhos nos olhos... estranha-se...


Dentre te ti... Imagens destorcidas...

Vagas... Distantes... Irreconhecíveis...

Outras lembranças... de outras vidas...


Vidas felizes... Passados incríveis...

Sorrisos... Paz... Alegria... Felicidade...

Recordações de tempos memoráveis...


Em seu reflexo... uma vida de verdade...

Com amor... feliz... com satisfação...

Uma alma voando com liberdade.


Estilhaços voando até o chão...

No espelho partido, o punho fechado

Gotas grossas de sangue escorrendo da mão


Num rompante, esta ajoelhado...

Mirando os fragmentos do espelho partido

Novamente se ve mergulhando no passado...


A dor de sonhos destruídos..

A imagem de si vertendo lágrimas de dor...

Um passado que parece jamais ter existido...


Olha a mão com sangue... uma marca do seu amor...

Mostra que a vida não é só momentos maus...

A dualidade da alma... guerra e paz... coragem e pavor...



Dentro de mim, habita o caos...


Gabriel Martins

{{Obrigado novamente, minha musa-amiga-poeta [P.!] ... pela idéia para este poema... Amo-te querida amiga}}

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ao Poeta


Para Luiz Santigo

Luzes iluminam a noite fria...

Alegria

Contagia...

Um bardo, num canto, sua harpa esta tocando...

Cantando

Dançando...

Ao longe... passos e vozes alegres de gente...

Com presentes...

Contentes...

No centro do salão, a figura homenageada...

Abraçada...

Aclamada...

Sorrisos e desejos de felicidade...

De verdade...

Com bondade...

O ator principal neste teatro da vida...

Uma partida...

Sem despedida...

Cercado, o poeta ri de satisfação...

Amigos do coração

Uma oração...

Nos Céus, brilham as estrelas o abençoando...

E o consagrando...

E adorando...

Um momento de silencio... o poeta tem algo a dizer...

A todos agradecer

Uma lágrima a correr...

De felicidade se poe a chorar...

Quer a todos abraçar...

A todos presentear...

Seca tuas lágrimas, a harpa volta-se a ouvir...

Mais amigos a vir...

Mais emoçoes a sentir...

Este é o teu dia poeta... aproveite...

Se deleite

Deite...

Uma voz suave, no ouvido, sussurrada...

A voz da amada...

Cantada...

Um abraço suave... um terno beijo..

Desejo

Almejo

Canecas para o ar... palmas para o amor...

Sem terror

Nem pavor...

Todos juntos... o momento já vem...

Cantam Parabéns

Desejam vosso bem...

Felicidade, Amor, Paz e Prosperidade

Ao amigo, com humildade

Ao poeta , de verdade...

Gabriel Martins


{{Para um grande amigo... que me ensinou muito sobre a Arte de Escrever... do qual sinto muita falta... e a saudades só se equipara no tamanho do meu carinho e respeito por este amigo... Luiz, Parabens por este vosse dia!!! Um forte Abraço}}

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Por Amar Demais

Por amar demais sofri...

Não mais sorri...

Não mais vivi...

Por amar demais chorei...

Me magoei...

Me fechei...

Por amar demais jurei não mais amar...

Não mais me apaixonar...

Não mais de entregar...

Por amar demais abandonei meu coração...

Por ele fiz uma oração...

Por ele faço essa canção...

Por amar demais aprisionei minha alma...

Perdi minha calma...

Perdi minha alma...

Por amar demais conheci a dor do amor...

E todo o seu horror...

E toda sua dor...

Por amar demais fiquei desprotegido...

Devia ter agido...

Devia não ter permitido...

Por amar demais não sei não amar...

Não sei não me apaixonar...

Não sei não me entregar...

Por amar demais... sofrerei novamente...

Consequentemente...

Infelizmente...

Gabriel Martins

Rotina no Ar

Acordar

E ter que levantar...

Um banho tomar...

Os dentes escovar...

A roupa passar...

A roupa usar...

O material pegar...

À porta andar...

E depois trancar...

Nas ruas caminhar...

Ao trabalho rumar...

E trabalhar...

Meio dia parar...

Para almoçar...

E pensar...

De volta a trabalhar...

Quando as cinco horas chegar...

Pra casa voltar...

Outro banho tomar...

Para ir estudar...

A noite vai passar...

Os professores vão lecionar...

E eu a anotar...

Sem atenção prestar...

E quando o sinal tocar...

Pra casa retornar...

E no caminho a pensar...

E a cada passo dar...

Uma lembrança a lembrar...

Uma historia a contar...

Um passado a chorar...

Os olhos a lacrimejar...

E um coração a orar...

Sozinho a caminhar...

As estrelas a observar...

A lua a contemplar...

E o Céu a abençoar...

Quando em casa chegar...

O material no sofá largar...

Preparar algo pra jantar...

E depois o computador a conectar...

Os dedos se põem a digitar...

Outro poema a resenhar...

Um cigarro a fumar...

E um café a tomar...

Acordar a sonhar...

A cada palavra quer amar..

Quer de novo se apaixonar...

E o coração parará de chorar...

As lagrimas irão cessar...

E a vida voltará a brilhar...

Mas quando o poema terminar...

A rotina irá voltar...

O computador desligar...

Pra cama rumar...

O travesseiro ajeitar...

A cabeça nele repousar...

Uma prece aos queridos rogar...

Os olhos irão cerrar...

E o mundo dos sonhos ira visitar...

Lá poderá amar...

E não irá se magoar...

O pranto não irá derramar...

E, em fim, feliz irá estar...

Mas quando o relógio tocar...

Novamente irá acordar...

E a rotina novamente irá começar...

Gabriel Martins