sábado, 2 de maio de 2009

Pôr do Sol


Mirando o horizonte...
Ele vê o passado
E nele os sonhos para o futuro...
Futuro que nunca virá...
Sonhos que não se realizarão...
Sob o por do sol...
Lágrimas escorrem de sua face...
Embaçam seu olhar...
Caem em seu peito...
Entram em seu coração...
Que também chora...
Sentado ao pé do penhasco...
Ri de sua melancólica vida...
Ira-se com a ironia da vida...
Amaldiçoa a já amaldiçoada vida...
Como um andarilho...
Vaga pelas noites em busca de conforto...
Que não vem...
Ajoelha-se e ora em busca de perdão...
Que não tem...
Vislumbra os últimos raios de sol...
Que o iluminam como em uma benção...
Secando suas lágrimas...
Iluminando seu coração...
Erguendo a cabeça...
Mira o horizonte...
E numa prece silenciosa...
Roga o perdão que nunca veio...
Uma última vez...
Reza pedindo o conforto...
Que nunca teve...
E erguendo-se... deixa o passado...
E salta...

Gabriel Martins


quinta-feira, 30 de abril de 2009

Vinda de um Anjo


Ante o alta celeste

Um anjo clama por um sonho

De viver entre as almas perdidas

E a elas a felicidade levar

Lhes ensinar a amar

A sorrir, a cantar...

Prece ouvida...

Desce o anjo ao reino dos mortais

Almas perdidas

Sem salvação

Com vazio coração

Não mais ouvidas em sua oração

Eis que o anjo a tudo encontra

Dor... sofrimento... tristeza...

Amargura... desamor... horror...

Caos...

De pouco em pouco...

O ser celestial a todos conquista...

Sua melodiosa voz a sussurrar

Seus brilhantes olhos a ofuscar

Seu bom coração a purificar...

Lindo anjo..

A todos encantou...

Conquistou...

Apaixonou...



Gabriel Martins

Dentro de mim, Habita o Caos

Frente ao espelho, ele observa-se...

A imagem refletida desconhecida...

Olhos nos olhos... estranha-se...


Dentre te ti... Imagens destorcidas...

Vagas... Distantes... Irreconhecíveis...

Outras lembranças... de outras vidas...


Vidas felizes... Passados incríveis...

Sorrisos... Paz... Alegria... Felicidade...

Recordações de tempos memoráveis...


Em seu reflexo... uma vida de verdade...

Com amor... feliz... com satisfação...

Uma alma voando com liberdade.


Estilhaços voando até o chão...

No espelho partido, o punho fechado

Gotas grossas de sangue escorrendo da mão


Num rompante, esta ajoelhado...

Mirando os fragmentos do espelho partido

Novamente se ve mergulhando no passado...


A dor de sonhos destruídos..

A imagem de si vertendo lágrimas de dor...

Um passado que parece jamais ter existido...


Olha a mão com sangue... uma marca do seu amor...

Mostra que a vida não é só momentos maus...

A dualidade da alma... guerra e paz... coragem e pavor...



Dentro de mim, habita o caos...


Gabriel Martins

{{Obrigado novamente, minha musa-amiga-poeta [P.!] ... pela idéia para este poema... Amo-te querida amiga}}

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Ao Poeta


Para Luiz Santigo

Luzes iluminam a noite fria...

Alegria

Contagia...

Um bardo, num canto, sua harpa esta tocando...

Cantando

Dançando...

Ao longe... passos e vozes alegres de gente...

Com presentes...

Contentes...

No centro do salão, a figura homenageada...

Abraçada...

Aclamada...

Sorrisos e desejos de felicidade...

De verdade...

Com bondade...

O ator principal neste teatro da vida...

Uma partida...

Sem despedida...

Cercado, o poeta ri de satisfação...

Amigos do coração

Uma oração...

Nos Céus, brilham as estrelas o abençoando...

E o consagrando...

E adorando...

Um momento de silencio... o poeta tem algo a dizer...

A todos agradecer

Uma lágrima a correr...

De felicidade se poe a chorar...

Quer a todos abraçar...

A todos presentear...

Seca tuas lágrimas, a harpa volta-se a ouvir...

Mais amigos a vir...

Mais emoçoes a sentir...

Este é o teu dia poeta... aproveite...

Se deleite

Deite...

Uma voz suave, no ouvido, sussurrada...

A voz da amada...

Cantada...

Um abraço suave... um terno beijo..

Desejo

Almejo

Canecas para o ar... palmas para o amor...

Sem terror

Nem pavor...

Todos juntos... o momento já vem...

Cantam Parabéns

Desejam vosso bem...

Felicidade, Amor, Paz e Prosperidade

Ao amigo, com humildade

Ao poeta , de verdade...

Gabriel Martins


{{Para um grande amigo... que me ensinou muito sobre a Arte de Escrever... do qual sinto muita falta... e a saudades só se equipara no tamanho do meu carinho e respeito por este amigo... Luiz, Parabens por este vosse dia!!! Um forte Abraço}}

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Por Amar Demais

Por amar demais sofri...

Não mais sorri...

Não mais vivi...

Por amar demais chorei...

Me magoei...

Me fechei...

Por amar demais jurei não mais amar...

Não mais me apaixonar...

Não mais de entregar...

Por amar demais abandonei meu coração...

Por ele fiz uma oração...

Por ele faço essa canção...

Por amar demais aprisionei minha alma...

Perdi minha calma...

Perdi minha alma...

Por amar demais conheci a dor do amor...

E todo o seu horror...

E toda sua dor...

Por amar demais fiquei desprotegido...

Devia ter agido...

Devia não ter permitido...

Por amar demais não sei não amar...

Não sei não me apaixonar...

Não sei não me entregar...

Por amar demais... sofrerei novamente...

Consequentemente...

Infelizmente...

Gabriel Martins

Rotina no Ar

Acordar

E ter que levantar...

Um banho tomar...

Os dentes escovar...

A roupa passar...

A roupa usar...

O material pegar...

À porta andar...

E depois trancar...

Nas ruas caminhar...

Ao trabalho rumar...

E trabalhar...

Meio dia parar...

Para almoçar...

E pensar...

De volta a trabalhar...

Quando as cinco horas chegar...

Pra casa voltar...

Outro banho tomar...

Para ir estudar...

A noite vai passar...

Os professores vão lecionar...

E eu a anotar...

Sem atenção prestar...

E quando o sinal tocar...

Pra casa retornar...

E no caminho a pensar...

E a cada passo dar...

Uma lembrança a lembrar...

Uma historia a contar...

Um passado a chorar...

Os olhos a lacrimejar...

E um coração a orar...

Sozinho a caminhar...

As estrelas a observar...

A lua a contemplar...

E o Céu a abençoar...

Quando em casa chegar...

O material no sofá largar...

Preparar algo pra jantar...

E depois o computador a conectar...

Os dedos se põem a digitar...

Outro poema a resenhar...

Um cigarro a fumar...

E um café a tomar...

Acordar a sonhar...

A cada palavra quer amar..

Quer de novo se apaixonar...

E o coração parará de chorar...

As lagrimas irão cessar...

E a vida voltará a brilhar...

Mas quando o poema terminar...

A rotina irá voltar...

O computador desligar...

Pra cama rumar...

O travesseiro ajeitar...

A cabeça nele repousar...

Uma prece aos queridos rogar...

Os olhos irão cerrar...

E o mundo dos sonhos ira visitar...

Lá poderá amar...

E não irá se magoar...

O pranto não irá derramar...

E, em fim, feliz irá estar...

Mas quando o relógio tocar...

Novamente irá acordar...

E a rotina novamente irá começar...

Gabriel Martins

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Quando...


Quando olhar para o sol...
E ver todo o seu brilho e sentir todo o seu calor...
Quero que lembre que para mim voce é como ele...
Me ilumina e me aquece...
Quando olhar para a lua..
E notar toda sua beleza e misterio...
Saiba que para mim voce é como ela...
Linda... sedutora... charmosa... e quero desvendar todos os seus misterios...
Quando admirar uma noite estrelada...
Pense em mim...
Pois para cada estrela do firmamento, conto um pensamento de amor por voce...
Quando visualizar a imensidao de um oceano..
Lembre deste teu amado...
Que iguala a infinitude dos mares ao amor que habita em meu peito...
Quando terminar de ler essa mensagem...
Tenha a certeza que esta a todo momento em minha mente...
Ocupa todos os espaços do meu coração...
És parte de meu espirito imorta... inseparavel do seu eternamente...

Gabriel Martins

quarta-feira, 15 de abril de 2009

O Abismo


Minh’alma triste e perturbada

Busca solitária respostas para sua dor

Cansada de ser abandonada


Teme nunca mais encontrar o Amor...

Verte lágrimas de sangue escarlate...

Clama pelo fim do torturante pavor...


As portas do inferno bate

E lá abandona o trucidado coração

Antes que a dor do amor a mate


Procura exílio na frio da solidão

Segue sozinha rumo ao nada...

E ao coração roga o seu perdão...


No vale das almas perdidas e largadas...

Caminha sem medo ao abismo da morte

E ao precipício sente-se ser empurrada...


Salta... entregue a própria sorte...

Num fundo buraco sem cor nem fim...

Sente na face a dor de um fundo corte


E reza pra que a dor termine assim

Que chegar ao fundo do poço profundo...

Mas antes que chegue ao seu fim...


Vê em seu ser imagens de um outro mundo

Onde um dia foi feliz e até amou...

Antes que a tristeza e a dor o deixasse imundo...


Vê tudo de bom que um dia em si se passou...

De repente, uma luz cega-lhe a visão

E sente-se ser erguida até onde saltou...


A luz guia-a a uma nova direção...

Que ofuscada somente pode acompanhar...

E de repente vê a sua frente o coração...


Que outrora no inferno quis largar.

...


{Há coisas na vida que não podemos mudar... Do que passou, guardam-se na memória os bons momentos... Do que vives no momento, sinta cada segundo, pois logo serão passados... Do que virá... nada espere... viva!}


Falar é fácil...


Gabriel Martins


segunda-feira, 6 de abril de 2009

Soneto à Luxuria

Quero sentir o sabor do mais doce e delicioso pecado...
Com toques a arrepiar o corpo e expandir o desejo...
Bocas sequiosas a se engolirem com o louco beijo
Dentes a morderem... línguas um delicioso duelo travado...

Quero seios nuas a tocarem meu peito molhado...
Unhas a cravarem minha carne com delirante almejo...
Olhos vidrados nos meus com forte lampejo...
Corações desequilibradamente apaixonados...

Quero um grito... Um sussurro... um gemido...
Imagens refletidas por todos os lados...
Bocas... Mãos... Corpos... Unidos com ardor...

Quero um beijo... fazer caricias no corpo adormecido...
Olhar o corpo nu ao meu lado... Apaixonado...
Quero amar com luxúria... o corpo e a alma do meu Amor...

Gabriel Martins

Acreditando no Amor

Vagando pelo vale da sombra da morte
Sobre brumas escuras e trepidantes...
Abandonado a sua própria sorte...

A escuridão e o medo são horripilantes...
A solidão... O aperta o peito e o faz sofrer...
Sente na face o vento gélido e cortante...

A mente deseja a tudo esquecer...
O coração... Não queria mais amar...
A alma... Vê-se num abismo a descer...

Quer fugir... Quer correr... Quer chorar...
Diante das trevas... seu sofrido coração...
É lançado para não mais se apaixonar...

De joelhos... Mãos juntas em uma oração...
Que Eros o deixe em paz eternamente...
E que jamais se entregue a uma paixão...

Vazio... Vaga de volta a sua vida deprimente...
E não se permite novamente pensar em amor...
Pois o que os olhos não vêem, o coração não sente...

Na mente... Tristes memórias que lhe trazem dor...
E o fazem ter certeza de sua decisão final...
E a tola alma... chora desta com pavor...

De não se ver protegida do mal...
De vagar sozinha... Sem sua metade...
De viver só neste mundo horrivelmente irreal...

Tola alma... assim como o coração... crê num amor de verdade...
E não bastou ter o coração abandonado...
Porque a alma suplica por aquele que afasta as maldades...

E ele volta as gélidas trevas para buscar seu coração largado...
Busca as cegas aquele que o fará novamente sofrer...
Mas não mais pode viver como um fraco torturado...

Sozinho... nas trevas... não consegue com os olhos ver...
E ajoelha em uma nova oração aquele que seu coração guardou...
Para encontrar a razão de seu viver...

Das trevas da ignorância uma luz a seu coração iluminou...
E pode novamente no amor acreditar...
Pois que um querubim Eros enviou...

Trazendo tudo que ele um dia sonhou encontrar...
Com olhos de uma criança quando está brincando...
E um sorriso fácil de se apaixonar...

Estende a mão... e das trevas ambos saem caminhando...
Olhos a se fitar... corações no mesmo compasso...
Almas divididas... felizes ao se verem juntas andando...

Em seu coração... a formação de um novo laço...
Nas faces... sorrisos e promessas não ditas...
Um novo amor... forte como o mais puro aço...

Fim de passados e dores malditas...
Chega de dor... tristezas... solidão...
É o término de trevas que pareciam infinitas...

Há novamente amor no coração...
E um mundo onde não existe somente dor...
Uma nova oração abençoando essa união...

E ele novamente acreditando no Amor...

Gabriel Martins