quarta-feira, 10 de março de 2010

Tristes Versos de um Poeta

Lembranças de um beijo que não mais provei...

Um beijo que delirei...

Os mais doces lábios que beijei...

Recordações da pele que nunca mais toquei...

Em sua maciez naveguei...

Com teu perfume, me embriaguei...

Flashes de corpos unidos em devoção...

Tocando-se enlouquecidamente com as mãos...

Entregues de alma e coração...

Em meus lábios ainda sinto o doce sabor...

Do beijo cheio de fervor...

Da entrega absoluta do amor...

Em minha memória ainda sinto a sua fragrância...

Teu perfume ao se entregar com ânsia...

Do nosso pecado... Luxuria... Ganância...

Em mim alma... a linha que ainda me prende ao passado...

Um sonho abandonado...

Um prazer acabado...

Lembranças... de um momento de felicidade...

Que ainda deixa saudade...

E deixará marcas.... para toda eternidade...

Gabriel Martins

Tolos II

Tolos são os nossos corações que não se cansam de amar. Sofrem, choram, gritam, desesperam-se a ponto de não mais aguentar, e então, adormecem. Até a próxima tentativa... Tentativa de ser feliz, tentativa de viver, tentativa de amar. Mas, o que é a vida, se não uma inesgotável tentativa de amar, de se fazer amar, de rir, de chorar? Podemos ser eternos tolos apaixonados... mas ao menos, sabemos a alegria - mesmo ínfima e momentânea - de sentir o delicioso sabor do amor.

Gabriel Martins

sábado, 2 de janeiro de 2010

Em Teu Beijo...


Cada beijo tem um sabor

Sabor com calor

Sabor de amor

Cada beijo tem uma verdade

A pura felicidade

A duvida de realidade

Todo beijo tem um momento

Aquele que não se está atento

Ou outro em que fica tudo lento

Todo beijo tem uma revelação

Que aquela pode ser sua paixão

Se vale ou não entregar o coração

No beijo pode se perder ar

Tem desejo de se entregar

Vontade de amar

No beijo pode se enlouquecer

E na loucura se perder

E na loucura viver

No teu beijo encontro tudo isso e mais

Teu beijo me dá a necessária paz

Me faz desejar-te mais e mais

No teu beijo eu me vejo eternamente

Beijando-a ardentemente

Eterna e apaixonadamente!

[... Se eu soubesse quando seria a ultima vez que eu a beijaria, desfrutaria de cada segundo e, me certificaria que este beijo jamais teria fim, para que eu nunca tivesse que viver sem o sabor único que só em teus lábios eu encontrei...]

Gabriel Martins

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Momentos...

Um olhar...

Um sorriso...

Um gesto...

Uma palavra...

Uma risada...

Uma caricia...

Um toque...

Um beijo...

Um sabor...

Um momento...

Uma paixão...

Uma noite...

Uma entrega...

Uma viagem...

Um sonho...

Um futuro...

Um desejo...

Um amor...

Um momento...

Uma lágrima...

Um fim...

E o momento...

Só na memória por 367 dias...


Gabriel Martins

sábado, 19 de dezembro de 2009

Chuva


Cai a noite... e com ela, a gélida névoa arrastasse pela escuridão... e fortes gotas caem dos céus...

Os sons já se misturam, não consigo mais distinguir o som da tv do som da chuva...

Estou deitada, quase dormindo e começo a fazer um balanço do meu dia. Foi bom, foi ruim? Lembro que chorei, por um amor impossível, por alguém que com uma única palavra acelera e acalma meu coração, esmaga e faz chorar com outra...

O amor não devia doer tanto!

Estou com sono...

Sem perceber, verto lágrimas novamente por aquele amor... meu coração, compulsivamente chora por esse amor... por essa dor...

Lembro... que com um simples olhar seu, sorria, corava, brilhava... e sentia em meu ser a vida que só o amor pode nos dar...

E agora... o nada... a não ser o som da chuva...

E com lágrimas nos olhos... adormeço...

Acordo...

E a única coisa que restou das lágrimas foi o sal em meu rosto, ainda chove, chove muito, o amor ainda dói, não quero isso me machucando.

O som da chuva agora se mistura aos sons do dia que já está amanhecendo, os pássaros se escondem para não molhar as asas, o som da tv ainda se mistura, aumento o volume... porque não quero ouvir minha dor...

E dentro de mim habita o caos... ignoro meu ser, simplesmente para não sentir o que mais temo: a dor da solidão, o silêncio do vazio, o frio da escuridão...

E amanheceu;

Com chuva, mas amanheceu.

E é um novo dia, mais um dia chegando.

A chuva me prende, limita meus movimentos, não consigo sair de casa.

Me fascina, cada gotinha, e fico na janela, observando a água cair da calha, as poças formando no chão, as plantas verde vivo brilhantes. Cada gotinha que cai, observo como se caíssem em câmera lenta...

Mas olhar para chuva, olhar para fora é só uma maneira de fugir, de levar minha mente para longe, para não lembrar que em meu coração cai uma tempestade.

Trovões rugem em meu peito...

Relâmpagos iluminam como flashes a prisão da minha alma...

Mas... Como tudo tem seu fim...

Essa tempestade há de acabar...

E eu hei de ver o dia, em que no horizonte dos olhos do meu coração...

Um raio de sol há de surgir...

E sobre as gotículas que restarão nos céus...

Um arco íris há de por ele cruzar...

E um novo amanhecer há de vir...

E nas palavras do eterno poeta:

“Nada consola, como o Sol após a Chuva, como o Amor!”

Hei de viver o meu...

Liziara e Gabriel

{{Lindas palavras de um lindo Anjo... Lizi, muito obrigado por permitir fazer parte deste lindo texto... Te amo, minha querida!!}}

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Para Alguém Especial...



Há pessoas que surgem em nossas vidas e tornam-se, simplesmente, inesquecíveis.
Esta pessoa, me ensinou tudo que eu precisava para viver: o Amor!
Dia 3 de Novembro, foi seu aniversário, e este foi um de meus presentes.
Espero que ela não se importe de eu postá-lo aqui. (rsrs)
Em todo caso, caso ela leia isso, que possa saber:
Pequena, eternamente voce estará em meu coração!
Voce é minha melhor amiga!!
E eu sempre amarei voce!!
Feliz Aniversário, Mirella!!
E que Deus permita que voce voe alto, e consiga atingir o Céu!!!

domingo, 1 de novembro de 2009

Artigo: Será que é tão difícil assim, encontrar alguém pra se amar?

Há uma música que diz: “Será que é tão difícil assim, encontrar alguém pra se amar? Parece que hoje em dia, ninguém mais quer saber”. Essa pergunta eu me faço a anos.

Desde que tomei consciência da minha existência ela me persegue.

Acredite ou não, eu levei 20 anos para entendê-la, e quando encontrei a resposta, vivi os melhores momentos de minha vida até hoje.

Foram dois anos, quatro meses, catorze dias e três horas de felicidade. Claro, como todo relacionamento na vida – independente de ser familiar, profissional, fraternal ou amoroso – houveram momentos de dificuldade, mas nada que um novo dia não curasse.

E também, como todo relacionamento, chegou ao fim. Não sei ao certo por que terminou e, pode ter certeza, não é uma coisa da qual eu queira lembrar agora ou mais tarde, não. Essa não é a questão aqui. A verdadeira questão é se realmente é tão difícil assim encontrar um amor.

E a verdade é que mais difícil do que se pode imaginar.

Sinto ter que dizer isso, mas é a verdade.

Hoje, nesta sociedade “moderna” que vivemos, onde a moda é “ficar” – beijar na boca e sexo casual – é muito complicado encontrar alguém que valha a pena dedicar-se de corpo e alma.

Manuel Bandeira tem um poema que diz “Se queres sentir a felicidade de amar, esquece a tua alma. A alma é que estraga o amor. Só em Deus ela pode encontrar satisfação. Não noutra alma. Só em Deus - ou fora do mundo. As almas são incomunicáveis. Deixa o teu corpo entender-se com outro corpo. Porque os corpos se entendem, mas as almas não”. Eu particularmente discordo.

Podem me chamar de antiquado ou tolo romântico eternamente apaixonado, mas eu acredito na comunicação entre almas. Ou, popularmente, Almas Gêmeas. Metades que se completam e se entendem. Reconhecem-se ao primeiro olhar – o chamado “amor a primeira vista”. Quem pode culpar-me? Acreditar no Amor é o que me faz viver!

Mas, quantos hoje em dia acreditam no amor? Ou mesmo já o conheceram? Já o vivenciaram de forma tão intensa que, mesmo ao fim de um relacionamento, ainda sentem aquele vazio que o amor preenchia?

Poucas pessoas...

É triste. Parece que elas concordam com Manuel Bandeira e esqueceram suas almas. E não contentes, esqueceram também seus corações.

Encontrar um amor é realmente difícil.

E por ser tão difícil, as pessoas entregam os pontos e se dão as mãos nesta febre mundial de viver ao acaso. E ao chegar em casa, após uma boemia noite, deitam-se em suas camas vazias, tendo como companhia o travesseiro e somente o calor do cobertor.

Vale a pena? Para mim não.

Muitas vezes martirizo-me por ter permitido que o fim chegasse. E que hoje tudo que me resta são aqueles dois anos, quatro meses, catorze dias e três horas na lembrança.

E a felicidade fica apenas na memória. O amor parece que somente aconteceu em outra vida que não esta minha. Posso culpar alguém? Somente a mim mesmo por tudo que aconteceu. Mas fazer o que?

A vida é assim. Tudo tem o seu fim. Seja por decisões erradas. Seja pelo inevitável.

Mas, mesmo vivendo neste mundo onde o amor parece coisa do passado, ainda acredito nele. E mesmo que seja realmente uma grande dificuldade encontra-lo novamente, independente do caminho a ser trilhado, sempre valerá a pena.

Seja da maneira que for. Qualquer estrada que se tome. Leve o tempo que levar.

Sempre valerá a pena.

Por mais difícil que seja encontrar alguém para se amar, vale a pena ter esperança em um dia, seja qualquer que seja ele, encontrar alguém em quem sua alma se encontrará.

Tudo que se precisa, é ter fé. Outro mal do nosso tempo, é a falta de fé.

Não quero parecer um desses “Segredo”s da vida, mas é verdade.

Falta de fé no próximo, falta de fé em Um ser maior, falta de fé em si mesmo.

Então, tenhamos fé. Acreditemos que, por mais empecilhos que hajam, ainda assim, valerá a pena, pois acreditando nisso, um dia há de acontecer.

Gabriel Martins

{Dando mais um tempo na poesia. Apesar de estar me divertindo escrevendo artigos assim. Acho que vou continuar por um tempo, espero que não se importem. rsrs... Quer dizer, espero que a meia dúzia que lê meus devaneios não se incomodem...}


sábado, 31 de outubro de 2009

Coral de Anjos

Um brilho celeste

Trombetas ao ar

Um vento ao leste

Um coro a cantar

Uma harpa e um Querubim

Um coral em uma só voz

Regidos por um Serafim

Cantando para nós


A mais doce melodia

O mais belo coral

Ilumina nosso dia

Afasta-nos do mal


Uma brisa a soprar

O brilho do Sol

Um jardim a exalar

O perfume do girassol

Um sonho a viver

A felicidade sem fim

O amor de alguém ser

Do mais lindo Querubim


Uma vida de paixão

De pura felicidade

A união de um coração

Com um amor de verdade


Um coral a abençoar

A mais linda união

Os anjos a cantar

E festejar essa paixão

Estrelas a reluzir

O luar resplandecente

O seu caminhar ao vir

Um caminho ascendente


Uma linda melodia

No olhar, o desejo

A espera deste dia

O amor no eterno beijo.


Gabriel Martins


{{"Um coral de anjos cantou, uma linda canção de amor, canção que falava pra mim, que iria ter fim minha dor..." - Ouvindo uma das minhas músicas preferidas}}

Pense no momento mais feliz da sua vida.

Pense no momento mais feliz da sua vida.

Pode ser da sua infância, um momento com sua família, com um bom amigo, com um amor passado. Qualquer momento.

Não seria maravilhoso poder revivê-lo eternamente?

Ou melhor. Não seria simplesmente maravilhoso poder ter vários momentos como aquele?

Sonhos, fantasias, desejos.

Queríamos ir a lua quando éramos crianças. Desejamos conquistar o mundo quando jovens. Na adolescência, um amor, puro e verdadeiro, e que fosse eterno.

Por que abandonamos esses sonhos?

Crescemos e a vida parece que nos afasta de tudo que nos fazia feliz.

Trilhamos caminhos que não gostaríamos. Escolhas ruins. Más decisões. Um passo de cada vez a mais tempestuosa escuridão.

O mal do século é a depressão. Mas como escapar dela?

Como fugir do sentimento de vazio quanto tudo que o destino parece fazer é nos arrastar cada vez mais para essa fria e sombria caverna, onde abandonamos nossos corações, nossos sonhos e esperanças. E lá, solitários, inspirando o ar gélido da solidão, entregamos os pontos nos misturamos ao mundo.

Um mundo sem cor, preto e branco como uma fotografia antiga.

Um universo paralelo aquele em que nossos sorrisos eram tão vivos e repletos de energia, e custava tão pouco. Ah, como era fácil sorrir, brincar, ser feliz!

E neste novo mundo, onde pouquíssimas pessoas fazem o que realmente gostam e por isso, são felizes. E a maioria faz o que precisa por necessidade. Sem satisfação ou felicidade em seu vazio peito, como podemos ser felizes?

Num mundo o amor parece ser coisa do passado, e a moda é tão somente a luxúria.

Como podemos desejar a felicidade? Como desprender daquela imagem de um momento de felicidade? Como sonhar?

Percebemos que o conto de fadas acabou. E o mundo é muito diferente e muito mais feio do que sonhávamos que seria.

Hoje, chegar na lua faz parte do passado. Uma outra vida, uma outra pessoa. Ela está lá, parada todas as noites, viva e brilhante, e nem notamos mais nisso.

Conquistar o mundo parece conto infanto-juvenil, onde o cara mal é quem tem esse desejo. Esquecemos o que significava o “conquistar o mundo” para nós naqueles tempos.

O amor parece ser ilusório. E quando, em uma chance de um milhão, conquistamos um que valha a pena, rapidamente o perdemos, pela nossa tola e abstrata visão de mundo.

O mundo perdeu o valor que tinha.

Ao crescermos, aprisionamos aquela criança sonhadora que costumávamos ser, ignoramos seus apelos de retorno e a silenciamos, para nos adaptar a essa cruel realidade que ela não saberia viver. E nos tornamos mais um. Um número. Um indivíduo. Um alguém. Um ninguém.

Shakespeare dizia: “Nada consola, como o sol após a chuva, como o Amor”.

Concordo. Mas, como descobrir o amor, se a pessoa que mais deveríamos amar, esta aprisionada em uma caverna fria e escura, silenciada por nossa ignorância? Como reviver os mesmos sentimentos daquele momento único de felicidade, se quem realmente nos fez vive-lo e amá-lo, chora de tristeza em nossos corações, desejando sair, e nós, simplesmente, não o libertamos?


Gabriel Martins


{{Dando um tempo na poesia...}}

domingo, 27 de setembro de 2009

Fantoche

Preso por cordas invisíveis

Manipulado por mãos divinas

Move-se o tolo brinquedo dos deuses

Sem vida e sem esperança

Tolo... ri e diverte os presentes...

Brinca e faz graça de tudo

Mas em seu peito arde de desespero

Um coração triste e vazio

Enquanto brinca e faz os outros rirem

Grite de desespero o negro coração

Chora e lamenta a vida vazia

Lagrimas de sangue rolam ao chão

Sob a mascara de um bom ser

Esconde-se um sentimento de culpa e dor

Guarda no peito a triste lembrança

De um mundo repleto de cor

Enquanto sua face esboça um sorriso

Sua alma chora desolada

E se em seus olhos se olhar

Neles se encontrará a verdade

O tolo boneco não é capaz de amar

E nem pode buscar a felicidade

Pois sempre que algo de bom se faz alcançar

Sua alegria dura muito pouco

Logo a realidade vem lhe assomar

Chora e grita até ficar rouco

As mãos que manipulam seus fios

Fazem-no a todo momento dançar e pular

Aqueles que vêem se alegram e sorriem

Mas o fantoche se desgasta aos poucos

E quando as cortinas se fecham ao final

O boneco é jogado ao canto

Deixado de lado sozinho e abandonado

Seu coração verte lágrimas sem fim

E não importa o que o tolo boneco sonhe

Sua triste vida... aparentemente... será sempre assim...


Gabriel Martins